Efeito Colateral

Pelas orelhas o sangue quente, fresco. A cabeça à explodir. Mãos que terminam em rachos profundos, Ferimentos generalizados. Cortes, rasgos, Carnes abertas, que não cicatrizam, sangramentos que não estancam. Nem mais doem. Olhos doentes. Boca amarga e sêca. Não há calor, nem frio, Uma pílula agora, outra depois, duas daqui à pouco, De manhã um comprimido ou dois em jejum, mais dois com o café matinal. Outra pílula no meio da manhã, Mais duas no almoço, Passam-se as horas... Não muitas, novamente, A mesma cena se repetindo, Um grande gole, um copo d’agua, outro para descer bem. E as “coisas” vão acontecendo, ou não. O pior se passa à noite. Abstração total. Memória perdida: Falar o que não se lembra, Sempre, ou nunca. Confusão total, Palavras por vezes pronunciadas confusamente e gaguejadas Impossível seguir raciocínios! Um pouco de dor, Azia, Mas estou calma, não há nenhum indício de agressão! Nenhum vestígio de surto. Tudo sobre controle. Nenhum perigo eminente! E mais um guela abaixo! Talvez dois. Nem lembro mais o início do texto!

Voltando

Alou...alou E tudo está melhor neste planetinha. Alguns se reconstruindo,

Outros tentando se destruir, porque tudo é assim, Controvertido. Amo meus amigos atuais, Parecem doidos, mas são absolutamente sinceros! Adoro o espaço que ocupo, Mas também tenho que tentar me destruir para ser melhor, isto é muito certo Já diz bem meu amigo! buenas noches!

Nada ainda...mas a vida não para!

Caros amigos, senhores de suas almas e corpos! Ainda possuo a alma triste porque o meu irmão Marcelo ainda continua no hospital! Posso estar errada, e não emudeci , não...mas parei de postar, mas escrevi muito! ( em todo esse tempo!) Sabe-se lá porque!? Alma humana cheia de dor e controversias. Triste na essência de ser alma, e não poder fazer nada concreto. vou dormir com ele hoje... Isto me faz mais triste. Não por vê-lo claro! Observo que conforme o tempo passa a gente desanima, como ele, Passa menos energia boa. Continuamos acreditando no futuro sim, mas não se consegue transmitir muito. Fico constrangida em frente a meu prato de comida... Embora nunca tivesse sentido isso, E sabia que muita gente passava fome neste mundo ruim. É estranho, mas tem dia que não consigo....perdão irmão! você nos dá mais força do que a gente à você! Sei disso e me envergono muito. Mas tem momentos que não conseguimos ser MAIS do que simplesmente nós mesmos! Humanos. Sem ânimo e com tristeza. Todos estamos tristes. (Amanhã mais um detalhe: Aniversário da Tamires, que também está triste!) perdão! Meu amor! Perdão por não ser uma grande forttaleza, enorme, e cheia de ânimo...SEMPRE! beijos ana

Desilusão, vazio, quietude

Hoje eu tive uma ou duas experiências duras e frustantes, mas acho que reais. SAbe, aquela sem sentido razão ou motivo? Ou será que tive todos os motivos e razões do mundo? Amar pode ser prá alguns uma grande besteira. Poderia dizer que até eu mesma estou chegando a esta conclusão...sim! A gente se apresenta assim quando a vida nos apresenta mistérios e razões incomprencíveis! Foi um dia destes...foi num dia destes, que várias pessoas partem seu coração.. Já passou por isso amigo? Já.!? Porém já passei por tanta coisa horrível, Que não vai ser mais uma humilhação que irá me matar. Humilhação não mata, as vezes infelizmente! Gostaria que alguém me respondesse o que se faz quando se volta no tempo e se vê com clareza que não há mais nenhuma razão prá se viver, Justamente porque não há mais nenhum sentimento prá sentir. O vazio hoje é pior que normalmente, é amargo, constrangedor e absurdamente profundo. E quieto, muito quieto. A gente acha que está bem rodeada de pessoas bacanas, sensatas, Não, no fundo o mundo é realmente uma grande comunidade louca à se destruir. Nem acredito, nem posso imaginar, mas aconteceu! Que pena.

NATAL espontaneamente DELETADO em pró do amor ao Marcelo

MARCELO e Fernando
(Marcelo Amamos Você! FORÇA!!) (Marcelo e Amanda) Dias corridos, seguidos de dores. Muitas dores diversas. Puras e impuras. Dias lentos, de espera. Dias que se passam lá fora, ou dentro, Sempre ansiosos e absolutamente inesperados. Dias corridos e lentos e aflitos.e deveriam ser divertidos em abundância, Esperados com ansiedade, Aguardados com árvores enfeitadas.
Dias que deveriam ser gastos com compras natalinas...
Surpresas excitantes...
Reuniões envolventes! Planejando comidas gostosas...
Já tendo na boca o gosto da rabanada da avó,
A sobremesa da tia...
O sorriso da filha ao abrir o presente....
(MA E SUA AMADA) Mas não, são dias de total e absoluta luta. Luta dele, luta nossa, dos médicos. Não vai haver chegada alguma de papai noel. Não vai haver nenhum amigo secreto. Todos os amigos serão absolutamente desven(dados, E nesta hora: descobertos.
Denunciados por eles mesmos!
Com Paulo e Michelle, seu amigo, primo e seu médico de confiança!
( se já não foram!)
Horas que deveriam todos se unir em alegria. Não, não haverá Natal este ano! Não importa. Já resolvemos fazer algo como se fossemos outro povo: Comemorá-lo em outra data e Pronto. O amor prevalece sobre tudo ainda... Não vamos perder as esperanças JAMAIS! Você é meu irmão, meu amigo, meu filho mais velho, meu sobrinho lindo! Está apenas passando algo muito ruim.
Uma provação divina à todos nós! Mas como diz a palavra: passando E como diz você " Tia, tudo passa, até uva passa!" Menino querido demais, aceite todo o meu amor e minha energia, Aceite tudo que eu posso tirar de mim e te dar, e doar, Porque se pudesse mais daria, Ou se pudese transferir suas dores prá mim com certeza aguentaria. O prazer vai vir depois da dor que tudo deixa embaçado agora em nossa família. A alegria vai surgir com sua melhora, que pode ser aos poucos, mas acontecerá! amo vc, amo vc, muito , muito.... e todos amam, sei disso. Não desanime, Não tenha medo, não se apavore com o desconhecido. Tudo há de ficar bem. Deletaremos o Natal cheio de pompas..presentes, Mas com certeza, nesta data, um a um entrará no seu quarto, mesmo que você se canse de TANTA gente! Só prá ver seu sorriso claro e lindo!
Este será nosso presente de Natal.
E pode haver algum melhor neste momento?
Acabo este texto sem um final, porque ainda não o tenho. No momento apenas temos fé, amor, dedicação à ele, que sempre é o amigo que todo mundo deseja ter: Marcelo Cuide-se! Deus está contigo sempre, acredite nisso. E não abandone a energia de guerreiro! beijos
(Estas, a mãe e a avó, são com certeza as que mais o amam e mais rezam!)
Ana

PINTURA, SENTIMENTO, OBRA DE ARTE, VIVÊNCIA...UM MIX DE ANDREA ANNUNZIATA E SUAS PAIXÕES BEM DEFINIDAS!

OI, Agora domingo à noite....visito o blog de Andrea Annunziata, o FalaAnnunziata, e resolvo pedir licença à autora da obra (que está aí postada),para falar sobre a obra! Porque no primeiro momento que vi, algo ocorreu em mim! A pintura não é só muito linda...é mais que isso!..não é toda obra de arte, considerada ou não, afinal temos tantos pintores anônimos por aí,que faz ou fez "esta" em especial comigo! Me comovi! É, foi isso, talvez eu tenha estado lá em outras vidas. será? Esta garota, assim a chamo porque tem espírito novo, infantil, radiante, ela fez isso comigo, me emocionou, me comoveu ao ver sua pintura. Tem talento! Vocês talvez dirão: " Nada demais!"...sim, pode até ser...mas não é só um desenho ou uma simples pintura. Tem estória,vem com um grande "calafrio", quando olhamos para ela, como se pudessemos nos sentir no local, ou já termos estado lá...ou com um olfato apurado pode-se "cheira"o local! Se se fecha os olhos pode-se ouvir ruidos, afastados, mas nítidos: grunhidos de humanos, presos por igualmente humanos...uma certa repulsa que facina, vislumbres, que embora talvez remotos, Andrea consegue captar, perceber,com uma atitude mental, visivelmente doada só à alguns, Impressões físicas, e sensações, que só certos artistas conseguem, além disso tudo, o mais difícil, colocar na tela, com cores e tintas, tudo que a impressiona no momento, isto, é ser artista, por ter que ser artista. Vencer e dominar o pincel à seu serviço e dom! Ela mexe no momento que "constroe" sua obra, não só com seus pincéis e tintas, mas o faz com tons de sua alma, e deste modo, consegue transmitir aos mais sensíveis, não só uma simples cena, mas uma reviravolta , uma inquietude, e até mesmo uma perturbação emocional do local. Este detalhe, não pequeno, nem comum é que faz um artista, não recair no normal, no óbvio, no habitual, no banal. Esta diferença a meu ver, é o que faz um artista ser um artista: toque excêntrico e infrequente! LINDO DEMAIS ANDREA! beijos Ana ps da artista: p.s. A obra de minha autoria, que estará na amostra, chama-se "Let's forget how fragile we are". Trata-se da época em que vivi na Baía de São Francisco (California), retratando o Farol da Ilha de Alcatrazes, visto do meu Studio em Kensington... e que portanto teve muita importância na minha vida. Foram meses observando o farol... e refletindo naqueles que ficaram presos na Ilha. O título vem de encontro à fragilidade humana, existente em todos os seres, sejam presos ou não.

CORPO que QUEIMA CORPO que NASCE

- carne que queima, queima o corpo, o sangue borbulha, tudo nefasto e rápido e tudo fica quieto em frangalhos. Corre o dia as horas rápidas e eu sobro em cinzas.. -como sobrar algo de quase nada...? Mas ainda sobro em cinzas. -mesmo assim ainda queima, arde em fogo bélico,nada sobra,cinzas sobrarão! O caminho some, só hà o caminho que leva ao nada, a lugar nenhum.Este permanece lá...à espera... -Cachorros que passam e farejam e ainda procuram por sobras de vida. ...às cegas, nada é encontrado mais, nem dentro ou fora.Só cinzas! lobos ainda sentem o cheiro do corpo queimado, ardente e gozado em notas de dor! Repelem-se os corpos em fogo ardente, gritos de horror e dores incríveis! Saltam chamas em formas, e disformes. Golpeiam os males do passado como espadas de samurais. facas pontiagudas, já muito usadas, muito limadas, agora com serventia previamente sabida.(serão usadas?), ou nem serão necessárias? Crianças que nascem de dia,de tarde à noite,pela madrugada. pessoas que esquecem de anunciar a dor,apavoram de repente, ferem e queimam,e sorriem e riem. Gargalhadas se ouvem ao longe...vindas de todos enfim! Fantasmas da tarde, agindo à meses...de repente, revoltantes e revoltados, correm pela chuva torrencial,fuçam e mexem, remexem e descobrem o sofrido. Tudo desvendado quase contado, sem mais mistérios. carne que arde, queima e cheira e vira um ranço enorme em breu ainda rosa e morno. Os colos os peitos, as coxas, os braços que embalam agora.Já são outros e de outros,amamentam com douçura e sem mais nenhuma sexualidade. Vida que surge das cinzas de outros. O mundo revirado e destorcido por multiplos espelhos devendando tudo,atrapalhando tudo, embaralhando tudo: solucionando. ...quarto em desordem,cozinha imunda...banheiros sufocantemente mal cheirosos. Casa,morada,alma,sombria,machucada,intolerável dor. Mentiras acabadas: corpo que nasce, corpo que queima, tudo ao mesmo tempo em dois lugares distintos. O amanhecer, o entardecer,e fica o escurecer... prá sempre, cinza, cinza, e em cinzas mortais e perpétuas! E cai a noite, como o cego via e ainda vê! Nasce o dia seguinte, com felicidade, e dor. E eu resto em cinzas, sem pudor! Sobraram cinzas...ainda quentes.

Restros e Rastros


E toda cidade fica escura,
As luzes se apagam,
Não há mais vozes ou risos.
Cantos ou sons.
Instrumesntais....vocais.
Não há mais noites de azul profundo,
Não há mais portas altas e brilhantes,
Nem lustres maravilhosos na entrada de edifícios.
Não há mais festas,
Nem de santos, nem de velhos.
Não há mais danças,
Nem em vestes vermelhas ou laranja.
Não há mais felicidade, vida, sorrisos.
Não há mais os santos rezando,
Nem as profissionais sorrindo, sofrendo, ou esperando.
Não mais cafés com licor, ou sorvete, ou espumas,
Não há! Não Há mais cor.
Nem rosa, nem azul, muito menos lilás.
Não há mais mirantes a serem visitados,
Nem mesmo cafés a serem provados,
Nem tão pouco povos e tribos a serem admirados.
Acabou-se a prosa e o verso.
Não vão haver mais sorrisos soltos.
Toques profanos, ilusões.
Não há mais nada a ser descoberto,
Porque tudo se afogou em breu,
Todas as portas nada mais significam,
Estão adiadas as pesquisas,
Nada mais será fotografado,
Porque não há sequer um motivo.
Não há fome,

Nem mais sono. (para alguns!)
Nem sequer mais irá chover,
Em noite clara. Ou escura.
Porque nada mais importa ou merece menção.
Não há mais sabor original,
E não importa mais a quantidade de ingredientes,
Se forem acrescentados muito que bem...
Não mais importa.
Não há mais luzes na cidade que jamais escurece.
Os velhos estarão por certo agora sozinhos.
Por eles mesmos.
E eu serei mais uma na grande multidão de solidões.
Farei de conta de estar acompanhada.
Como muitos vi fazerem.
Como tantos vi vagando à esmo.
Serei apenas mais um..mais uma...
Quem irá notar? Camuflada.
Nada há de mais absoluto nesta cidade, do que a total irreconhecibilidade.
Total ausência de nós mesmos, por nós mesmos.
Sobrarão os fantasmas da noite:

os miseráveis do asfalto.
os loucos das drogas.

os meninos assombrados pedindo.
os doentes falando sozinhos pelas esquinas (esquinas já não mais famosas e cheias de pompas!) a escória sombria que jamais se apaga.
as famílias maltrapilhas cheirando azedo e mal cobertas.
O frio intenso,
o Vazio o vazio o vazio...o infinito vazio... de dentro, de fora,
De todos os lados, de todas as almas, puras ou insanas restos de gente no vazio do negrume que antes era luz! restos de lixos, que já existiam mas não reparados, ou ignorados. restos de almas,

No negrume profundo da noite vazia,
um vazio quase mortal,
senão de todo,
Quase. ( sempre pedindo)

Fogo Ardente - Instinto, Amor, Paixão!

Fogo que arde! Fogo que queima. Da onde vem o fogo interior dos corpos frescos e humanos,quase totalmente água? Da onde vem este fogo que arde em meu ser e em todos os seres, intenso de paixão? Corroe a alma de urgências naturais, rudes e selvagens? Fogo humano, animal, sobrenatural? Da onde vem este fogo interior, feito brasas vivas que por fim ficam à derramar águas, suores, secreções alvas, vertidas em jatos de prazer viseral? Da onde vem afinal estas águas quentes que enfim apagam este fogo e nos coloca de estado de alerta, em secreto relaxo? Estas águas quentes de entranhas, produzidas e por fim derramadas dissolvidas em líquido fino, vertido ao final do ato.Águas puras, águas calmas, águas...águas ardentes, derramadas apressadamente e que escorrem vagarosas quando o fogo queima ao limite? Da onde afinal surgem estes espasmos de fogo, sublimes e animalescos? Seres primitivos... e ainda que não...sentem as águas cairem, jorrarem, escorrerem, quietas, lentas melodiosas,sem nenhum pudor.(E porque deveriam?) Seres humanos e seus desejos latentes à descoberto em febres contagiosas, e urros e gritos e gemidos, tal qual e diferentes do inferno. Sublimes enfermos corroidos pelo fogo, restando em brasas amenas, quase rosas, e depois em cinzas, satisfeitos, calados, largados, esparramados, extasiados depois do amor! Seres estranhos, criados pela Criatura que os fez deste modo, para vez ou outra queimarem em brasas, para sempre condenadas em qualquer caso acabarem em cinzas. Cinzas, apenas cinzas calmas, quietas, satisfeitas. Pó que ardeu intenso antes de ser apenas pó. Prova de existência humana, feita e criada, para ser fogo ardente, mesmo inconsequentes, e adormecer em cinzas mortas. Plenos, satisfeitos, em total estado de graça! Abençoados pelo criador da criação. Apenas seguindo os seus instintos e seus mistérios do que chamam de amor e vida. Fogo que por fim, ameniza a alma, acalma o espírito, e nos leva com certeza o mais perto possível do conceber, da existência, do gerar, das Divindades! Sublime sensação da paixão do amor humano. Fogo que nunca para de arder...e assim será sem mudar, por muito tempo, na nossa estória!

POESIA - UM HEROÍSMO

Fazer poesia aos 17 anos, que seja aos 16, ou 20,
Quando o rosto ainda está aflorado de espinhas ,
Acreditando ser um poeta,
Com seus famosos cadernos de poesias e anotações: normal.
O poeta só continua poeta se as seus 30, 40, 50 ainda teima...
Brinca com as palavras, enxerga nelas outras sensações, outras razões...ainda que não obtenha nenhum brilho. Nenhuma fama.
Enxerga,percebe, distingue,repara, advinha, pressente, prevê, e sente!
E escreve!
Ironiza, agride, vomita palavras sem pudor, constrói pensamentos sem lógica,
Dentro de uma total coerência.
O poeta, nasce poeta!
Que não seja conhecido,
Mesmo assim continua,
porque nasceu poeta.
Sim, porque ninguém é poeta porque quer!
É como uma espécie de deficiência, anomalia.
Uma carga magnética que o puxa, o atrai,
E não dá mais prá parar.
O poeta, nasce e morre poeta,
Como uma doença sem cura.
Um mal eterno.
Sempre imaginando fantasias, obscecados pelos mistérios.
Inventando sensações obscuras, situações surpreendentes:
Dirigindo sonhos!
O poeta não quer saber se há contas à pagar.
-Não, não é da sua conta!(não,...não que seja vagabundo!)
Surgem-lhe ideias como surgem pensamentos, como surgem sentimentos,
E nada mais se pode brecar. Debruça-se e escreve.
É uma urgência!
O poeta não quer saber de compromissos,
A não ser com ele mesmo, e não se trata de egoísmo..não!
Estão preocupados em rasgar o coração,
Escrevê-lo em versos,
Vivenciar o imaginário! Seduzir!
Ultrapassar as barreiras do tempo.
O poeta é paradoxal.
Não compartilha de crenças ordinárias!
Apenas o vagalume: e já é magia em noite escura.
Poeta profeta: brinca de eternizar o futuro: presentindo.
Poeta não quer saber do aluguel, ou da loja da esquina,
Da alta do dolar, da queda da bolsa. Do saldo bancário!
Quer transpirar sensações, viver de emoções.
É ficção de homem dentro da realidade.
O povo ama seus poetas, e precisam da loucura deles!
Dos loucos, insanos, rebeldes, que fascinam.
Pois é através da loucura do poeta que as civilizações falam,
gritam, se comunicam.
Imaginam luz aonde tudo é escuridão.
Poetas tem urgência, emergência,
Dentro da calma de prestar atenção no caminho,
E não só aonde quer se chegar.
É uma eterna relação do finito com a eternidade.

FOTOGRAFIA : IMAGENS DURADOURAS DE UM INSTANTE :IMPRESSIONISMO MODERNO

"PESSOAS ESTÃO MORTAS, DENTRO, OU FORA DO CEMITÉRIO? SERÁ POSSÍVEL SABER O ESTADO REAL DE CADA SER CAPTADO PELAS LENTES NESTE MOMENTO ÚNICO?NESTA CENA MUITOS DOS DITOS VIVOS PODEM NÃO POSSUIR MORADA NA TERRA TÃO LINDAS E SEGURAS COMO OS DITOS MORTOS!" ANA
FOTOGRAFO:
ADREBAL LÍRIO
FILÓSOFO E OBSERVADOR DE UM MUNDO RASGADO EM OBRAS DE ARTES PRONTAS,
SÓ A ESPERA DE SUAS LENTES.
SEMPRE INVENTANDO CENAS JÁ EXISTENTES E CAPTADAS POR SUA SENSIBILIDADE.
SENSIBILIDADE E FILOSOFIA CAMINHANTE PELAS RUAS PAULISTAS.

Bárbara: O MELHOR remédio!! Carinho alivia dor!

Olhe só nós duas juntinhas...nos divertindo: SEMPRE!
Agora leiam a notícia da Hotnews de hoje: sobre a dor Pesquisadores descobrem receptores de prazer na pele Toques carinhosos têm efeito analgésico sobre a dor Pesquisadores descobrem receptores de prazer na pele Nos dias mais cinzentos, um abraço carinhoso ou um simples toque de mais afeto fazem toda a diferença. Por mais difícil que seja a situação, o gesto simples consegue até mesmo arrancar um sorriso. E, segundo a Ciência, não se trata apenas de uma resposta educada: é uma reação de alívio.Pesquisadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, acabam de identificar que a pele conta com terminações nervosas capazes de diminuir a sensação de dor. Os estudiosos têm chamado esses nervos de receptores de prazer .Os estudiosos entendem que pode estar aí a chave para entender por que algumas pessoas gostam tanto de passar cremes, escovar os cabelos ou ganhar massagens: a presença dos nervos estimularia o bem-estar proporcionado por essas atividades. A maioria dos receptores de prazer, no entanto, concentra-se na palma das mãos e na sola dos pés.Isso explica por que, muitas vezes, é preferível receber um abraço a ouvir palavras de conforto. O simples toque de outra pessoa já produz um efeito anestésico sobre o corpo, diminuindo o sofrimento.
Oi, pois é...esta notícia me pegou numa manhã cheia de dores, e imaginando o que poderia fazercom tanto stress, tanta correria, tanto nervoso da vida diária...Quanto desgaste a gente sofre!E a cabeça dói, o corpo todo dói, o estômago grita! E olha só a receita simples, quem tem um carinho sincero, tem tudo! Tem até a saúde em dia, não precisa de mais nada.
Porém não é todo mundo, infelizmente que tem isso na vida!
Eu tenho a sorte de ter!
É assim,:como se estivesse nas nuveens, que eu me sinto quando estou com a" pessoinha mais linda"( entre aspas porque é linda em todos os sentidos!) deste mundo, minha pequena sobrinha Bárbara, que me dá colo desde que nasceu...que me leva pelas mãos à outro universo, com suas brincadeiras de criança, com seus jogos divertidos, e nós ...ah...nós duas juntas, só vendo prá crer! É uma risada só, um divertimento absoluto, uma verdadeira entrega!
Aliás quem vê, com certeza fica até com inveja...destas invejas boas, espero...mas fica.rsrs...
Meu tesouro mandado pelos anjos!
Prá quem não tinha quase nada neste mundo "cão"!
Resultado : Preciso urgente te ver, meu docinho!
sua titia Ana

Respostas á postagens

Por favor, qualquer resposta por e-mail deve ser enviada á: ana_acquesta@yahoo.com.br

Mensagem ao meu Pai...Imensa Saudade

Querido pai,
Sei que daí aonde está não pode receber mensagem tipo e-mails,
Nem aqui da Terra saberias talvez receber um,
Não sei ao certo!
Mas com certeza está "escutando", minha mensagem!
Com certeza esteve comigo e minhas irmãs no teatro hoje.
Sim, com certeza deve ter visto, e ouvido tudinho que se passou:
A homenagem, a festa, o video,
Com certeza esteve até mesmo no Coquetel.
(talvez tenha bebido e comido um pouco! não era nada bobo!)
Era muito esperto, e ainda deve ser.
Absolutamente certo que nada perdeu!
Não seria você!
Estava lá, e na primeira fila!
Viu tudo, ouviu tudo, riu de tudo,
E até ensaiou um samba junto com o Conjunto a se apresentar!
A noite foi sua, foi nossa...e de seus amigos.
Homenagem sem limites te presto ainda!
(desta vez como sei fazer: escrevendo!)
Chorei!
Ah...e como chorei... de saudade, de orgulho, de respeito.
De pensar que perdia tudo que eu via e ouvia,
Mas eu sei que estou errada, você estava lá, ou deu um jeito de ver daí..
Absoluta certeza, não perdeu isso.
Muito me honrou novamente ser sua filha.
Assim como afirmo pelas minhas irmãs o mesmo!
Como foi bom lembrar de ti fazendo a história do Brasil.
Professor Doutor da melhor Faculdade de Medicina do Brasil!
( no seu tempo, havia apenas duas Faculdades de Medicina neste vasto território!)
Tenho a Placa de Homenagem em meu poder!
Sei que gostaria que eu guardasse isso prá você,
E vou fazê-lo com muito orgulho.
Vou mostrar aos seus netos,
Depois, mais tarde, vou mostrar aos seus bisnetos,
E estes mostrarão aos que vierem...
E vou olhar sempre:
Me lembrando com carinho, não só da sua contribuição para meu país,
E pela humanidade,
Mas vou guardar como lembrança, dos dias finais de sua vida, comigo:
Nunca fui tão feliz por ter um pai,
Do que nos dias que ironicamente soube que iria morrer.
Na verdade chegamos os dois a nos divertir com a morte:
enquanto ela não chegava.
Na verdade só nos conhecemos nas vésperas da morte:
enquanto ela não chegava.
Tinhamos planos de fugir...era seu o plano, se lembra?
E por mais que pareça tétrico, foi muito, muito bom:
Foi melhor do que não conhece-lo.
Foi uma oportunidade única e nunca mais atingida.
Foi um previlégio que eu não tinha tido:
de saber TUDO, sobre você, contado por você mesmo.
Contado nas madrugadas frias...em que a insônia reinava.
Hoje chorei de saudades, como as vezes choro.
Saudade unicamente da sua gostosa companhia.
E tive muito orgulho de ter nascido de ti!
Obrigada por tudo que me ensinou... apesar de todos os problemas,
de todos os defeitos, de todas as mágoas.
Sei que no fundo, sou o que sou de bom, também por sua causa.
Sendo assim...
Poderia por favor ler esta mensagem aí de cima?
Poderia por favor sempre vigiar meu sono como vigiei o seu?
Poderia por favor me esperar aí:
enquanto ela não chega prá mim?
Um dia sei que vamos nos encontrar: acredito nisso!
mil beijos
mil beijos,
Prof Doutor Antonio da Silva Queiroz :
Sr. meu PAI!
( com muito orgulho!)
Aninha ( como me chamava)

Flores: As mais lindas manifestações da primavera!

Imagens da Alma Refletidas pela Natureza! Sobreposição do estado espiritual. Maravilhas que entram pelos olhos humanos. Vertem sons imaginários. E perfumes reais: Harmonia natural da Terra Acalanto dos Deuses. Bençãos Divinas!

Setembro

Setembro, Setembro... Quanta coisa dentro de Setembro. Aniversários,Casamentos, Mortes, Nascimentos... Acontecimentos. Felicidade em setembro da espera. Preparação para nova primavera. Preparação para novo encontro. Setembro, ante-sala de Outubro. Mês esperado do ano. Neste hemisfério o calor vai se aproximar. As flores vão encantar um pouco mais, Os pássaros vão se agitar, Se acasalar, E eu vou me preparar: Para novo encontro, um reencontro. Setembro ainda vai ser bom este ano. Vamos comemorar a vida! Iluminar as manhãs da existência. Cores vão surgir mais firmes, Sons serão ouvidos mais nítidos. Sentimentos vão aflorar com mais rapidez e intensidade. Isto é Setembro. O marco do ínicio de tudo. Da vida na Terra. Planeta Terra. (Está preparado???)

Loucamente

A vida tem transcorrido loucamente, Como eu! Não seria eu a tornar a vida louca, Sem a menor chance de ser diferente? Ainda sinto o cheiro doce do café amargo. O ardor da menta, O cheiro do fumo. As águas das entranhas a escorrerem suaves e viscosas. O gelo da madrugada ensurdecedoramente quieta. Estou lá ou aqui? Transcorreu-se muitos poucos minutos de alta velocidade perigosa. E já estou aqui!Estou aqui? Como quando menina fugia " um pouquinho", E quase ninguém sabe disso! Mas imagino que por certo não há muitos interessados num segredo infantil. (Escrevo apressada. logo vou incomodar outros na madrugada. Mas prefiro deixar a volta do pensamento quase normal, voltar.) Ora vivas! Foi um longo momento de mudez e ensurdecimento absoluto. Muito pensamento e pouca voz, ou quase nehuma! Total falta de normalidade! Nenhuma rotina, ( mas isto já é rotina!) Fotos registradas ao invés de palavras! Grande procura de imagens indecifráveis, Para contar o que não podia dizer! Palavras eram difíceis de serem encontradas e principalmente organizadas. Idéias nitidamente claras, Mas totalmente embaralhadas, umas com as outras, perigosas de se contar. Relatar. Conseguiam me deixar enjoada, Perturbada, obscecada. Sentimento ruim demais...um aviso de tormenta, Um estar no ar em perigo eminente. Coisa difícil de se lidar, de suportar, De transmitir. Desisti, perdoem-me! Me ausentei! Até de mim mesma. Tenho o mundo!!! e ninguém pode saber disso. Nem eu estou sabendo lidar com isso, imagine o " resto"!!! Simplicidade fingida. sensações desagradáveis! Temos o mundo! Isto é excitante, progressista, perigoso, inebriante, alucinante, e mais uma vez: perigoso! Tenho um grande tesouro e um grande segredo; Deliciado de leve, aos poucos, desfrutado pelas beiradas. Poucos souberam ver,poucos viram! Quem viu se afastou pelo medo da força devastadora, Que possui os corpos, humanos como são, Transformados em mais que mortais comuns... Algo mais, Algo maior! Convém cuidar, Convém cuidar! O ciúmes e a inveja: aí estão: Nos rodeando, nos espreitando, Nos ameaçando, Mesmo que seja por nos mesmos: Sentido ou ameaçado. (Amenhecendo o dia agora está! voltei.) Ainda sinto o vento correndo junto a janela. Cortante, frio, Ainda sinto a alma...meio cá, meio lá! Meio lá, meio cá....

Segunda-feira: palavras só palavras? arte é possível?

oi, segunda pela manhã, tudo do avesso do avesso do avesso, como diria nosso poeta compositor, que ainda colocou mais avessos. É mesmo coisa de brasileiro, pra não dizer de Brasil!(toda vez que escrevo Brasil tenho vontade de escrever com Z, acho que é influência da Globalização, nada de mais grave!...) A vida está do avesso. faz tempo? É, faz tempo, mas nas segundas-feiras dá até medo! Medo de sair da cama, medo quando o telefone toca..(ele sempre toca mais de 5 vezes ao menos, logo pela manhã!) As pessoas se agitam, as secretárias em particular querem sempre mudar horários, os telemarketing então nem se fala... começam a semana agitando. É um horror, não sei porque eles ligam prá cá sempre na segunda pela manhã, não tem jeito, e não tem jeito de reclamar de nada disso, é o que mais me irrita.Não há um balcão de reclamações para muita coisa nesta vida, esta é só uma delas. Hoje à noite já tenho um vernissage, palavra bonita...Sempre achei o máximo! Que me perdoem os artistas plásticos, e perdoem mesmo, porque mereço, já fui uma dentro dessa luta e desse meio, às voltas com Salões de Artes, prêmios, medalhas, com olhos nesse glamour... Às vezes serve bastante para à auto-estima. Tem seu lado social bom também, nada contra, nada contra. Hoje já bem resolvida nisso, não faço questão que olhem para meus quadros, com um certo ar de interrogação! Nem sei se foi falta de talento, acho que não! Mas um dia parei de pintar! Sou assim. Um dia paro. Quem sabe um dia continuo, faço das cores novamente minhas palavras. Talento: tenho. Só que é preciso mais pra ser um Artista Plástico,pelo menos no Brasil, pelo menos não póstumo. Neste ponto, se eu vir a ser póstumo, talvez meus herdeiros joguem tudo fora. As pessoas têm mesmo a mania de não gostar do velho que nada rende dinheiro. Talvez doem, não sei, nem saberei! (Mas agora, de um bom tempo pra cá resolvi me dedicar às palavras.) As palavras...Ah..Palavras são palavras..Como as adoro! As devoro! Tem força, tem brilho, tem entusiasmo, tem dor, tem lampejos de fascínio! (mesmo sem serem pintadas e colocadas em molduras, o que seriam então os livros!) A gente sente isso até mesmo quando o telefone toca pela manhã de segunda, e não se quer ouvir PALAVRA alguma, seja lá de quem for. Medo que as palavras mudem a nossa rotina, nos tirem dos eixos, nos deixem chocados, nos surpreendam ou nos abalem, porque elas estão aí o tempo todo fazendo isso! Porque palavras são palavras...Quase objetos. Em muitos casos verdadeiras obras de arte. Cheias de informações explícitas, ou "sentimentos escondidos”. Sim, porque há a palavra dita, e a quase dita. Não me arrependo de ter parado de pintar, de parar de ficar loucamente tentando deslocar sentimentos e sentidos para telas. Talvez tenha cansado. Prefiro neste momento as palavras. Você me perguntará, mas se as pessoas não gostarem do que escreve? Ah..não me importo com isso não!Lidar com as palavras é um imenso prazer! E se forem lidas, mesmo sem o glamour dos quadros vistos em molduras adequadas, já está bom... Gosto de obras de arte, adoro, sim, como não, museus, e exposições, se interrogar à frente delas, imaginar o que o pintor sentia...Gosto tanto que chorei muito diante das obras de Van Gogh, no Museu Dorsay em Paris,( e chorei muito!) Imaginando toda dor que ele sentiu, o quadro do Quarto dele, o quadro do Hospício,mas Van Gogh foi Van Gogh...ninguém mais será ele,homem feito sentimento puro sem a profanação da midea, do dinheiro. Mas...Tempos outros. Quanto às palavras há os mais amados autores, os gênios de gêneros, mas fique claro que todos tem as mesmas letras, formando as mesmas palavras. O efeito das palavras é divino, absoluto, imortal, hilariante,dolorido,...Magníficas Palavras! Soberbas, graves. Por vezes inventadas, modificadas, mas sempre carregadas de sentidos mais diversos. A força das palavras: essa então, tão importante que gerou livros, teorias, cursos, etc. Palavras formando idéias, que formam teorias... Palavras que são ditas com conseqüências vitais! Palavras que aproximam pessoas pelo resto das vidas.Palavras que as afastam pelo resto da existência. Quer coisa mais linda, mais simples e mais importante? São como flores,que servem para ocasiões belas e ruins, que sempre significam coisas,tem seu perfume característico e que aí estão sempre á espera que as usem. E que bem usadas serão chiques, se mal usadas até perturbarão o ambiente. Um sim, um não, pode fazer toda a diferença. E faz. Pois é, quanto aos telefonemas de segunda..as palavras ditas, ou ouvidas, quase sempre mudam minha semana! Reeditam minha agenda! Nada tão grave!(E, deste modo, ainda me sinto abençoada!) Mil beijos e boa semana!!!! Ana

VAI

É, vai, vai sim, Arruma outra que já não sirvo mais, Estou velha, e nunca fui mesmo muito eficiente. É, vai, vai sim, Que é teu desejo e quanto a isso não posso lutar. Já não presto mais, me jogue fora, sim! É, vai sim, vai... Vai e encontra outra, pra te seguir pelo metro, pela cidade, Pelas lojas pelos bares, que não bebo mesmo. É, vai sim, vai, vai.. É de seu direito e para que ficar? Se não me quer mais, afinal quem irá perder? Vai, vai, que é livre, e sensata. Afinal para que apelar para o lado emocional, chorar? Sabe o que te falo? você muda pra melhor! Vai, assim quer, é de sua vontade. Pra que segurar, mudar o tom da música, tirar a harmonia, Só porque vou sofrer? Não. Melhor não. Eu compreendo, compreendo perfeitamente, Tanta gente já se foi, E à tanta gente você já deixou... Porque seria diferente comigo, ou com você? Afinal eu sei das minhas limitações: Não sei qual autor é o livro, Não sei da vida e obra de ninguém, Só sei amar intensamente, e isto de nada bastou! Não tenho Trabalho fixo, não sou rica, Não tenho talento que outros tem. Sou apenas um caminhante errante talvez, neste mundo indecifrável. Muita coisa à se apreender, Muito a errar, e muito á ajudar. Vai, vai que é de seu gosto, e seu desejo, E isso de certa forma tem que me fazer feliz. Afinal o amor é pra isso, Saber que a pessoa que amamos está bem, e feliz! De resto só a agradecer, todo bem que me foi feito, Todo amor que recebi.

Desconexão

O Planeta está parando? Não totalmente ainda! Pessoas ainda pensam, respiram, Conversam quando se vêem? Mas as comunicações estão em total pane! Pânico. Pânico? O Planeta está intelectualmente parado? Ou será que desta forma se pensa melhor? O Planeta não está inteiramente desconectado... Mas se ficar, como irá ficar todo mundo no mundo deste mundo virtual? Se pensarmos que muita gente só se conhece virtualmente, e, Que nem todos foram precavidos de dar mais dados,ou guardar dado... E agora os dados sumiram.? E-mails se transformando em “cartas” idas para buracos negros, Em que a memória racional vai precisar cobrir a virtual? Palavras ditas, ou escritas, Perdidas, sei lá aonde, por onde, pra onde... Entre espaços e buracos, brechas, Soluções ainda por vir? E se tudo se tornasse uma grande realidade real, ao invés a virtual? Neste caso... Para onde foram os casais virtuais? Para onde foi o grande amor, imortalizado pela rede? Para onde estão indo as notícias? Ah...o bom e velho rádio!!!! Do velho e bom mundo antigo!!!!! Conseguindo tudo de novo e novamente com todo sucesso! Chegando aonde nada chega e também aonde tudo chegava. Ah...o velho e bom correio.. Conseguindo novamente inovar o velho, Será?... Cartas esperadas com ânsia e ansiedade. Ansiedade da espera. Da espera demorada. Dias, dias e dias... E um belo dia um ser humano, chamado carteiro, Trás a carta. Aberta com envelope rasgado às pressas... Trará as notícias de longe, bem longe..ou não muito longe. Ações esquecidas. Ações...Pegar o papel,... cobri-lo com idéias em tinta, Correr até o correio mais próximo, Fazer isso no mesmo dia e após isso, esperar os dias, as horas. Horas e dias preciosos, ansiosos. -Será que já chegou minha carta? O inusitado ato da surpresa, voltando. O tempo assim se multiplicando...Ou se “demorando”? Como é possível saber? Palavras enviadas por navio, ou” Via Air Mail”, Recordação, ou ação no futuro próximo tão próximo, desde agora? Passado remoto num presente assustador? Se a solução vier? Deve vir...mas Imagine o mundo de hoje no amanhã...sem o futuro esperado: Como vai ficar o passado de encontro ao futuro? Ou melhor, como fica o futuro se reencontrando com o passado? Como vai ficar a situação do passado reinando no futuro? Um futuro do qual se imaginava mais, sempre mais... (sempre foi assim) Agora estagnado, revolto? Podendo ser menos? Como vão ficar as lembranças, sendo repostas? Usadas como se não novas, presentes?Mera reposição de peças? Como ficará nossa “Grande Nave”? Como vai ficar o mundo sem a REDE? Que à tudo e à todos “ abraçava”? Completamente livre como era? Num demorar gostoso, surpreendente? Num encontro sempre real, com hora e local marcados? Num olhar nos olhos sem ser programado? Em palavras faladas timidamente pela presença olfativa do outro? Como ficará o mundo sem orkuts e Hi5s? Sem links? Sem informações, se não mentirosas, com certeza fantasiosas? Como irão ficar as palavras, que não poderão mais ser deletadas? Já que foram ouvidas, em tempo real para todos? Como ficarão os exatos mil quatrocentos e quarenta minutos do dia? Continuarão sendo poucos, muitos menos do que o necessário se fazia? Ou serão muitos mais que o necessário, pois, Afinal a espera fará parte da rotina diária já esquecida? A pressa cada vez mais apressada da tecnologia, Seria então trocada enfim pela calma da incerteza dos prazos, ( que já sabido de antemão não se cumpririam?) Ou será que o retroceder seria o caos total, O desespero dos indivíduos em geral por diversas razões e motivos? Os prazos então teriam que ser aumentados? Pelo menos corrigidos? Tudo perderia a hora, então a hora seria outra? Os minutos.. Continuariam estes com os seus sessenta segundos? Ou sairiam leis, com turnos, para que os prazos fossem assim respeitados? Teriam então o que todos sempre desejaram? Horas a mais no dia? Decreto sancionado por alguns? Seria o caos, ou a solução enfim? (dos seres humanos enfeitiçados pela vã tecnologia, escravos das máquinas), (que não querem mais obedecer a ninguém a não ser à elas mesmas?) Interessante imaginar tudo isso e muito mais... O ser humano novamente se deparando repentinamente com ele mesmo! Com ele mesmo e seus semelhantes! Como seria então o mundo neste retroceder progressivo? Teria enfim o “progresso esperado?” Prestariam mais atenção afinal uns nos outros? E suas reais necessidades? Ou se manteriam frios, sérios, e desconectados de TUDO??? Até deles mesmos?

Rosa Azul Imaginária

SE FOSSE POSSÍVEL ELA SABER

Ah...Se ela soubesse da quietude da vida sem ela. (Se ela soubesse) Aquele silêncio dos mortos e das covas. Aquela falta de vontade dos defuntos que estão frios Em plena decomposição. Já não tem mais perfume só mau cheiro. Já não tem alma, resquícios. Ah...E se ela soubesse como é difícil, se abstrair do mundo, E ainda viver. E guardar, e ter entalhes por toda profundeza. Se ela soubesse como é difícil ter que respirar dentro do caos, do sufoco, do abafado, Sendo sufocado pelo próprio corpo.Sem espaço, sem defesa, Talvez, só talvez não adiasse, não demorasse, não prorrogasse. Se ela soubesse da calma dos subterfúgios usados Para deixar de viver continuando aqui... Se fosse possível descrever o medo da inquietação. O terror da solidão... Das desculpas ardilosas que tenho que me submeter.. Se pudesse presumir os fatos como estão.. Se soubesse das feridas que não cicatrizam, Do calar. Do emudecer. Do silêncio mortal que se instalou em vida regrada... Dos jogos de não dizer a verdade, Das vistas grossas ao destino certo... Como tudo ruiu, desmoronou.... Ah...e se ela pudesse sentir... Perceber por qualquer dos sentidos. Por um só que fosse. Ter conhecimento... do estado de decomposição...que está instalado... Ah...se ela pudesse ao menos perceber, notar, Mesmo que não tivesse qualquer pena, qualquer pena ou mágoa, Ou nem mesmo um sentimento belo...Uma compaixão que fosse... Se ela pudesse transcender... Por um só momento.. O quanto a situação se tornou intolerável O quanto insuportável está sendo, Ficar trancada dentro daqui! Sufocada pelo próprio corpo, Aprisionada na própria alma... Emudecida, completamente morta. Tão diferente de quando ela aqui morava.... Ah...se ela soubesse da quietude da vida sem ela... Do aniquilamento que se instalou... Da minha prostração em vida. Dos momentos de espera sem retorno.... Da dor no corpo e na alma que urgente se faz partir. Dos medicamentos que não debelam a doença.. Ah...se ela soubesse o quanto o ausentar-se está me despedaçando. Sentir o quanto sua ausência está me destruindo, Talvez, sim,.porque..... ainda há um talvez...Ela pudesse começar a pensar em voltar.

Ciclos

Ciclos O botão da luz, O sonho desfeito, O coração partido, Sem nenhum jeito. A gente corre, corre. Corre, corre. Até que um dia para, Para, para. O sol nasce, Descansa. O dia renasce, Se cansa. Difícil saber quando a morte, (mera causalidade) Torna-se, de pecado, À total obrigação!

SONHOS

Meros instantes de fuga da realidade, Convites do inconsciente ao obscuro, À uma visão amena. Do não planejado. É perder-se na neblina da mente, No fator acaso, Na coincidência, Sonhos reais, Sonhos desfeitos. Viagens e passeios transcendentais, Frutos de vivências, Ou da imaginação. Perturbantes ou perturbadores, Calmos e edificantes, Enganadores, mas felizes, Irreais, ou vividos, Sempre sonhados!

DE NOITE

Debaixo do guarda-chuva, O vento continua soprando. Debaixo da escuridão, A luz continua entrando. Debaixo de sono profundo, A consciência continua andando. Tudo igual, Nada escondido, ignorado. Debaixo do manto da noite, O negrume é mera circunstância.

Gritos do Silêncio

Nem sempre o desequilíbrio resoa, Nem sempre o louco GRITA! Nem sempre o desequilibrado é barulhento. A loucura é por vezes pacata.. Calma! Quieta, muito quieta. Calada, muito calada. Muda. Eterno silêncio... Dentro do Silêncio, mil sons! Dentro da loucura muita dor. Dentro da dor mil gritos, Gritos no silêncio, Da loucura calma, Do desequilíbrio calado, Tudo invisível e quieto.

ESTÔMAGO

É o estômago que revira agora... (à estas alturas que importa isso... Ou aquilo?) É a comida que alimenta a boca grande, Que come tanto que o estômago dói. Mas isto é depois: De engolir o mundo, De estar em frangalhos, De tanto obedecer, De tudo rejeitar. Não se sabe se é a boca grande, que come muito, Então o estômago dói muito, Ou se é o estômago que dói muito e, A boca grande come muito, Para o estômago não vir a doer. Ou a boca grande engoliu tanto e tudo que agora tudo dói muito!

Ana Acquesta

Ana Acquesta
Ana Acquesta